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quarta-feira, dezembro 1, 2021
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Após Rio e DF anunciarem flexibilização, Bahia ainda não possui plano para desobrigar uso de máscara

O estado do Rio de Janeiro anunciou, nesta quarta-feira (27), que irá flexibilizar o uso de máscaras em ambientes abertos, assim como o Distrito Federal, que divulgou que a partir do dia 2 de novembro o uso da proteção não será mais obrigatório em determinados locais. A decisão ainda causa polêmica no Brasil, mesmo com alguns estados já caminhando para a liberação, pelo menos, em espaços abertos. Na Bahia, esta pauta parece que não é prioridade ainda.

Até o presente momento, a cidade de Brumado é a única que determinou a flexibilização do uso das máscaras e proteções faciais tanto em ambientes abertos quanto em fechados. Para o governador Rui Costa, esta decisão ainda é precipitada.

“O vírus continua circulando. Graças a Deus, a vacina fez com que o número de pessoas internadas em UTI continue em queda, mas as pessoas continuam se contaminando. Acho extremamente arriscado, porque esse vírus vai sofrendo mutação, e se a vacina não cobrir uma dessas mutações, aí nós vamos enfrentar o problema todo de novo. Acho que não é hora de deixar de usar a máscara. Por enquanto, ainda não”, disse o governador no início do mês ao ser questionado sobre o tema.

Essa é a mesma opinião na Prefeitura de Salvador. O secretário de Saúde do município, Leo Prates, afirmou que está é uma discussão que não é relevante para o momento, visto que a maior preocupação agora deve ser o retorno da economia. “O nosso problema não está no uso de máscara, está na retomada econômica, na retomada do turismo, com toda segurança, na retomada do setor de eventos, que é tão importante para nós”, apontou Prates.

Salvador já possui mais de 1 milhão e 500 mil vacinados com as duas doses. Na Bahia, mais de 10 milhões já foram vacinados com a primeira dose ou dose única, tendo mais de 5 milhões com as duas doses do imunizante. Mesmo assim, a decisão do uso da máscara parece distante.

Em porcentagem, mais de 45% dos baianos já receberam a segunda dose.

Nas câmaras municipais e Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), os políticos conservadores, muitos deles defensores do Governo Federal, protocolam quase todos os dias proposições pedindo a flexibilização, o que não é ouvido e muito menos discutido pelo Executivo estadual.

A boa notícia fica para os valores das máscaras. No último mês, por exemplo, as máscaras descartáveis ou cirúrgicas caíram quase 50% do valor cobrado há pelo menos três meses.

Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) no início de outubro com 2.165 prefeituras, 62,3% das cidades do país pretendem manter o uso obrigatório de máscara. Ainda de acordo com a pesquisa, 3,2% dos municípios planejam flexibilizar a medida e 32,7% ainda não decidiram sobre o assunto.

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