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segunda-feira, novembro 29, 2021
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Ato contra Bolsonaro fracassa, e oposição vê desmobilização das ruas com possível desistência de Lula

Sem a ampliação ideológica nos bastidores e com a perda de fôlego dos participantes, a oposição a Jair Bolsonaro desistiu de sair às ruas contra o presidente no feriado da Proclamação da República, na próxima segunda-feira (15), e começou a admitir o fim do ciclo de grandes marchas.

Líderes de movimentos sociais e de partidos, no entanto, rejeitam a avaliação de fracasso, defendem o legado das manifestações ocorridas desde maio e projetam a retomada das ações de maior impacto para 2022, apesar das incertezas e da crescente contaminação pela disputa eleitoral.

Articuladora de seis manifestações no Brasil e no exterior ao longo do ano, a Campanha Nacional Fora Bolsonaro –fórum de organizações e partidos sobretudo à esquerda– evita tratar o 20 de novembro como sua sétima mobilização e diz estar se somando à iniciativa dos coletivos negros.

“Fazendo uma avaliação realista, as possibilidades de impeachment neste momento são muito remotas”, diz Raimundo Bonfim, da CMP (Central de Movimentos Populares), ligada ao PT e uma das principais agitadoras. Para ele, a blindagem a Bolsonaro no Congresso arrefeceu as ruas.

O número de manifestantes chegou ao teto, na visão de organizadores, que apontam a necessidade de expandir o perfil do público. O diagnóstico foi o de que as marchas atraíram gente da militância e da classe média urbana, sem conseguir seduzir faixas mais pobres e moradores de periferias.

Já por parte dos conservadores, as manifestações seguem crescendo. A prova foi a mobilização do dia 7 de setembro, onde todas as capitais registraram atos de defesa ao Governo Bolsonaro. Em Salvador, o Dia da Independência registrou, segundo organizadores, quase 100 mil pessoas nas ruas.

A esperança de reeditar no 15 de novembro um palanque diverso e representativo como nas Diretas Já, o movimento pelo voto direto para presidente que aproximou políticos divergentes, artistas e nomes da sociedade civil no fim da ditadura militar (1964-1985), acabou frustrada diante dos conflitos e impasses.

O cenário, porém, estava cada dia mais desfavorável para a esquerda. Uma das causas foi a fragmentação no segmento da esquerda, dividida entre as pré-candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT) para o Planalto no ano que vem, e a resistência à participação de forças à direita.

O próprio ex-presidente Lula já levanta a possibilidade de não sair candidato. Em outubro deste ano, o petista causou tensão na esquerda com um discurso de recuo da candidatura.

“Eu tenho ponderado ao meu partido que, possivelmente, somente para o começo do ano, fevereiro ou março, é que eu venha a definir se eu sou candidato ou não, sabe. E aí sim você vai começar a estabelecer viagens pelo Brasil para discutir a campanha”, afirmou Lula. “Eu vou participar da campanha, participarei da campanha eleitoral em qualquer circunstância. Como cabo eleitoral, como candidato, como eleitor”, disse Lula na oportunidade à Rádio A Tarde.



Com informações da Folhapress

Associação FelizCidade
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