quinta-feira, janeiro 27, 2022
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Cazaquistão diz que 164 foram mortos e 5 mil estão presos em meio a protestos

O Ministério da Saúde do Cazaquistão informou neste domingo (9) que o saldo de mortos em meio à crise que se desenrola no país chega a 164 e que duas das vítimas são crianças.

A atualização representa um salto em relação às cifras divulgadas durante a semana, quando foi anunciado que 26 manifestantes e 18 policiais haviam morrido. A maior parte das mortes ocorreu em Almati, a maior cidade do país, com cerca de 1,7 milhão de habitantes.

Cresceu, ainda, o número de pessoas detidas pelas forças de segurança. Ao menos 5.135 cidadãos foram presos no escopo de 125 investigações, de acordo com informações do Ministério do Interior cazaque.

O governo do presidente Kassim-Jomart Tokaiev alegou ter estabilizado a situação e acrescentou que as tropas da aliança militar de países ex-soviéticos liderada por Moscou estavam protegendo instalações energéticas estratégicas do país -o Cazaquistão é um produtor relevante de petróleo e gás.

“A situação foi estabilizada em todo o país”, diz comunicado divulgado neste domingo. Funcionários da inteligência cazaque afirmam que ações de “limpeza”, que chamam de uma operação de contraterrorismo, continuam. Durante o estopim dos projetos, Tokaiev havia ordenado que eles atirassem “para matar”.

A ordem foi alvo de críticas do secretário de Estado americano, Antony Blinken, às vésperas do encontro entre as delegações diplomáticas de Rússia e EUA em Genebra para discutir a situação na Ucrânia, cujas fronteiras foram ocupadas por Moscou com mais de 100 mil homens, gerando o temor de uma invasão.

Em entrevista ao programa This Week, da rede ABC, Blinken disse que “rejeita totalmente” a medida cazaque. “A ordem de atirar para matar está errada e deve ser rescindida. O Cazaquistão tem capacidade de manter a lei e a ordem e defender as instituições do Estado, mas de forma que respeite os direitos dos manifestantes pacíficos e atenda às demandas que eles colocam”, afirmou.

Com informações da Folhapress

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