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quarta-feira, dezembro 1, 2021
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Ciro retoma candidatura após votos de deputados do PDT contra PEC

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) anunciou nesta quarta-feira (10) a retomada de sua pré-candidatura à Presidência em 2022, que foi suspensa na semana passada após a crise aberta pelos votos favoráveis de deputados federais de seu partido à PEC dos Precatórios.

“Estou de volta, sim. Eu volto à luta porque o meu partido, os companheiros da bancada, me deram um sinal muito generoso e corajoso. Só fazem esse tipo de gesto aqueles que têm compostura”, afirmou Ciro em entrevista à CNN Brasil.

A decisão veio um dia depois do recuo da bancada do partido, que no segundo turno da votação da PEC, nesta terça-feira (9), orientou voto contrário à medida de interesse do governo Jair Bolsonaro (sem partido). Ciro se disse agora “mais fortalecido do que nunca” para seguir a campanha.

O pedetista afirmou à CNN que “em nenhuma hipótese” cogitou abandonar a candidatura ao Planalto, mesmo com o desempenho nas pesquisas estagnado, e disse manter o seu projeto, apesar das dificuldades. “Eu confio no povo brasileiro, sou um velho ganhador de eleições”, comentou.

“Eu não desisti da minha pré-candidatura. Eu suspendi, como um ato de luta. Porque eu não posso tomar bola nas costas”, disse. O apoio de parlamentares pedetistas foi considerado determinante para a aprovação em primeiro turno da PEC, já que o placar foi apertado.

O presidenciável repetiu que a justificativa dada por parte da bancada para dar aval ao projeto foi na intenção de “diminuir os danos, dado que o fato era consumado” e disse ter ouvido dos colegas de partido o discurso de que não se pode fazer uma oposição irresponsável.

Na semana passada, o apoio de deputados dissidentes da oposição, principalmente do PDT e PSB, foi crucial para a vitória do Palácio do Planalto. O PDT deu 15 votos a favor da PEC, e o PSB, 10.

Depois da votação em primeiro turno, Ciro afirmou ter suspendido sua candidatura a presidente da República em razão da postura de sua bancada na Câmara. O enquadro nos colegas de sigla foi uma maneira de pressionar a mudança de posição e buscar unidade interna em torno de sua campanha.

Apesar da ameaça, correligionários e também opositores trataram com descrédito a possibilidade de o pedetista retirar seu nome da disputa presidencial, a quarta em que ele pretende se envolver. O descompasso evidenciou a lista de obstáculos para o projeto eleitoral do ex-ministro.

Diante da crise, a cúpula do partido atuou para reverter o apoio dos deputados à PEC, que é vista como uma medida de fortalecimento da campanha de Bolsonaro à reeleição.

A pressão deu resultado. No PDT, 11 deputados mudaram de voto, e passaram a se posicionar contra a PEC no segundo turno da votação, nesta terça. Ainda assim, cinco parlamentares da legenda marcaram sim à proposta. A expectativa na sigla é que esse grupo se desfilie até o ano que vem.

Nesta quarta, Ciro agradeceu publicamente à bancada federal do partido, “que entendeu a necessidade de reavaliar [o assunto], por sua própria consciência” e ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que tem lhe dado “toda segurança”. Lupi atuou nos últimos dias para reverter os votos favoráveis à PEC.

Com informações da Folhapress

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