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segunda-feira, agosto 8, 2022
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Federação mundial restringe atletas trans na natação feminina

A Fina (Federação Internacional de Natação) publicou neste domingo (19) as novas diretrizes para atletas transexuais no esporte. A entidade barrou nadadoras que passaram pela transição de gênero com a idade já avançada de participarem de competições femininas.

Segundo a federação, para ingressar nos torneios, as atletas precisam comprovar que 1) iniciaram a supressão hormonal antes da puberdade; 2) que a fizeram assim que as mudanças corporais começaram a aparecer; ou 3) antes de completarem 12 anos. Também precisam ter mantido os baixos níveis de testosterona desde então.

As regras foram aprovadas por 71,5% dos integrantes do congresso da federação. A votação foi realizada depois da apresentação dos resultados da pesquisa feito pelo grupo de trabalho formado em novembro de 2021 para discutir o impacto de atletas trans na natação feminina.

“Temos que proteger os direitos de nossos atletas de competir, mas também temos que proteger a justiça competitiva em nossos eventos, especialmente a categoria feminina nas competições da Fina”, disse o presidente da federação, Husain Al-Musallam.

As diretrizes se aplicam apenas às competições realizadas pela Fina, como os campeonatos mundiais adultos e juvenis. Foi iniciado no sábado (18.jun), o mundial de piscina longa em Budapeste (Hungria). Não há mulheres transexuais no evento.

No caso de torneios continentais e nacionais, valem as regras das federações locais. Na NCAA –associação que gere os esportes universitários dos Estados Unidos– o caso de Lia Thomas ganhou repercussão recente.

Lia iniciou a transição hormonal em 2019, com 19 anos de idade. Até então, competia nos eventos masculinos da NCAA, com a 65ª classificação no ranking nacional dos 500 jardas nado livre. Depois da transição, foi campeã da prova feminina no campeonato universitário.

As performances de Lia levaram a críticas de atletas universitárias. Uma carta divulgada por 16 pais de nadadores afirma que a presença de Lia na natação feminina era “injusta” e “prejudicial” para o esporte. Depois da sua vitória no torneio da NCAA em 2021, as rivais que completaram o pódio se recusaram a dividir o púlpito com a atleta da Universidade da Pensilvânia.

A NCAA libera as federações de cada esporte para decidir sobre a participação de esportistas trans. Já a USA Swimming (federação profissional da natação dos EUA) julga os casos individualmente.

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