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sábado, maio 28, 2022
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Formação de chapas na Bahia se caracteriza por procura de opções no “adversário”

A expressão “farinha do mesmo saco” nunca esteve tão em dias no cenário político baiano. Nos últimos dias, reviravoltas, traições, falta de gratidão e até acusações de quebra de acordo cercaram as formações das principais chapas majoritárias que vão disputar o Governo do Estado em 2022.

Na tarde da última terça-feira (29), uma das mais surpreendentes. Dito como um dos fiéis aliados de ACM Neto, o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Geraldo Júnior, e o partido que lhe abriga hoje, o MDB, parecem que estão a um passo de abandonar o barco carlista e partir para o petismo. A notícia de que Geraldo será o vice na chapa do PT, encabeçada por Jerônimo Rodrigues, caiu como uma bomba no noticiário político local ontem.

Acontece que se realmente isto se cumprir, ficará provado, mais uma vez, que os princípios e ideologias políticas ficam em segundo plano quando o assunto é o eleição para alguns. As cadeiras mudam, mas as peças continuam as mesmas.

ACM Neto, para formar a sua chapa, foi atrás do vice-governador João Leão (PP), que foi ligado ao PT por anos. O “bonitão”, que antes atacava o ex-prefeito de Salvador, agora já o chama até de “Netinho”. O progressista também, nas últimas semanas, acusou o governador Rui Costa, seu antigo aliado, de falta de gratidão. Outro que pode fazer parte da chapa e que andou em solo esquerdista foi o deputado Marcelo Nilo.

Do lado vermelho da força não foi diferente. Caso Geraldo Júnior seja oficialmente garantido como vice na chapa petista, mais um tradicional aliado “do outro lado” mudará de barco. Geraldo foi secretário de Neto em Salvador, eleito presidente da Câmara com apoio total dos democratas, mas agora parece que cansou de ser colocado no escanteio. O líder quer voar grande, ser uma autoridade ainda maior. Falam que, em 2024, será adversário de Bruno Reis na luta pela Prefeitura de Salvador.

Para o eleitor, a confusão está formada. Figuras políticas não são mais identificadas pelas suas ideologias partidárias. Em todo tempo mudam de lado, de discurso. Para piorar, as siglas que costumam ser as que possuem mais votos seguem procurando no “rival” opções que alimentem a suas respectivas chapas.

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