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segunda-feira, agosto 15, 2022
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Governo afasta risco de desabastecimento de combustíveis no país

O Ministério de Minas e Energia descartou nesta sexta-feira, 27, o risco iminente de desabastecimento de combustíveis no país, especialmente de diesel. O Comitê Setorial de Monitoramento do Suprimento Nacional de Combustíveis e Biocombustíveis, criado em março para acompanhar de perto o mercado de derivados, apontou que hoje há estoques para 38 dias, ou seja, se não houver mais importação de diesel, os estoques, aliado à produção nacional, seria o suficiente para atender o mercado durante esse período. As fontes da Jovem Pan na Petrobras vem alertando há muito tempo sobre esse risco, porém ele não é eminente, já que os estoques atenderiam o mercado até julho, mas é preciso ficar alerta. O segundo semestre é marcado por maior demanda por diesel, e, ao mesmo tempo, a oferta global do combustível foi afetada por pandemia em guerra entre Rússia e Ucrânia.

A Petrobras atende cerca de 80% no mercado. Os outros 20% são abastecidos pelos importadores. Para muitos, esse alerta sobre estoque de diesel reacende a discussão sobre a política de paridade e preços da companhia. Hoje, há, segundo especialistas, defasagem nos preços do diesel e da gasolina. Dessa forma, se não houver reajuste, em tese, as exportações podem diminuir. O economista Aurélio Valpor, presidente da Associação Brasileira de Investidores (ABRADIN), chamou de chantagem esse alerta feito pela estatal de estoques baixos para diesel no país. “O governo deve determinar que a própria Petrobras importe o diesel necessário. O que ela alega é que, com os preços atuais, os importadores independentes não conseguirão ter lucro importando o diesel para o mercado interno. Esses importadores independentes não têm que existir. Quem deve importar o diesel necessário é a própria Petrobras. O diesel e o pouco petróleo que, por acaso, não consiga produzir compatível com as refinarias atuais” sugere.

“Além disso, o governo deve determinar que a Petrobras termine a construção do segundo trem da refinaria Abreu e Lima, que está parado, inexplicavelmente, desde 2017. Cerca de 70% já estão concluídos e, quando esse segundo trem for concluído, o Brasil vai ficar independente da produção e refino de óleo diesel”, apontou. A Abicom, associação que reúne os importadores de privatização de petróleo aqui no país. fala numa defasagem no preço nacional do diesel de 5% e da gasolina da ordem 7%. Já o Centro Brasileiro de Infraestrutura tem números diferentes e aponta para uma defasagem entre 7% e 8%  para o diesel e, no caso da gasolina, mais de 12%.

Com informações da Jovem Pan

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