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segunda-feira, novembro 29, 2021
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Moro é visto como incógnita por partidos e é tratado com desconfiança

Dirigentes de partidos de centro e centro-direita que buscam alternativa em 2022 a Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizem que o ex-juiz Sergio Moro pode até ter mais visibilidade na chamada “terceira via”, mas é uma incógnita, o que dificultaria alianças eleitorais.

O diagnóstico é que, após a eleição de Bolsonaro, as legendas estão receosas de apostar em nomes cuja trajetória política seja desconhecida.

Dois outros fatores aumentam a desconfiança desses dirigentes em torno do ex-magistrado: ter abandonado a carreira de juiz para se tornar ministro de Bolsonaro e entrar na política; e ter sido considerado parcial pelo STF (Supremo Tribunal Federal) à frente dos casos de Lula na Lava Jato.

Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro era responsável pelos processos da Lava Jato e abandonou a carreira para se tornar ministro da Justiça.

Um ano e quatro meses após assumir o cargo, em abril de 2020, o ex-juiz pediu demissão por discordâncias com o presidente.

Bolsonaro prestou depoimento à PF na quarta-feira (3) passada e afirmou que Moro havia concordado com a mudança no comando da corporação em troca de ser indicado ao STF. O ex-juiz negou as acusações de Bolsonaro e disse que não troca “princípios por cargos”.

Neste ano, Moro já sofreu uma dura derrota no Supremo, que o considerou parcial nas ações em que atuou como juiz federal contra Lula. A decisão da corte terminou por anular as ações dos casos tríplex, sítio de Atibaia e Instituto Lula pela Lava Jato
A defesa de Lula apontou uma série de atitudes do então juiz como justificativas para o pedido de parcialidade.

Dentre elas, a condução coercitiva sem prévia intimação para oitiva, interceptações telefônicas do ex-presidente, parentes e advogados antes de adotadas outras medidas investigativas e divulgação de grampos.

O fato de Moro ter aceitado convite de Bolsonaro para assumir o ministério também foi relevante para a decisão do STF.

Com informações da Folhapress

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