quinta-feira, janeiro 27, 2022
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Operação de atacarejo do Grupo Mateus alcançou meta de um ano em apenas 9 meses

O Grupo Mateus fechou outubro deste ano com cerca de 40 unidades Mix Atacarejo, sua bandeira de cash & carry. Até o final de 2021 (esta reportagem foi escrita originalmente para a revista de dezembro, mas fechada em novembro), se somam a elas outras duas unidades do formato. Considerando todos os modelos, a empresa deverá encerrar 2021 com 45 novas filiais, alcançando cerca de 200 lojas. Em sua essência, o Mix Atacarejo nasceu com foco no consumidor final e cresceu ocupando espaços que não eram atendidos pelo varejo em cidades do Norte e Nordeste. Não por acaso, a bandeira já alcançou nos primeiros nove meses deste ano praticamente o faturamento de 2020: R$ 6,2 bilhões, contra R$ 6,8 bilhões. Confira a seguir a visão do Grupo sobre o formato.

Participação dos públicos

75% Pessoas físicas

25% Transformadores, pequenos comerciantes etc.

Mesmo com foco no consumidor final, o Grupo Mateus já observa um retorno do transformador ao cash & carry, especialmente no Estado do Maranhão, onde o índice de vacinação é um dos maiores do País e já há medidas de flexibilização para bares e restaurantes. “No caso das nossas lojas – que estão estrategicamente localizadas em pontos centrais das cidades – já absorvemos, naturalmente, o movimento de transição do consumidor final de outros canais de varejo para as lojas de cash & carry”, diz Marcelo Korber, head de relações com investidores da varejista.

Potencial de crescimento

A companhia avalia que o formato tem condições de crescer ao ritmo atual pelos próximos cinco anos. O principal fator é a crise econômica, que tem levado o consumidor a buscar preços menores. “O atacarejo é um primeiro trade down de canal, que deve continuar ganhando força e sustentar o crescimento desse formato por mais tempo”, avalia o head de relação com investidores do Grupo Mateus.

Após esse período, completa o executivo, o modelo deverá começar a estagnar. “Então, teremos como base de expansão nossos outros formatos. O nosso modelo de negócio, que é multicanal, terá foco em cidades de médio e pequeno portes”, explica Korber.

Sobreposição das lojas

A partir do período de cinco anos citado pela empresa, as localizações estratégicas tendem a se tornar mais escassas. “Por hora – em um momento de larga expansão do formato de atacarejo –, mesmo abrindo mais de uma loja na mesma cidade ou em localidades próximas, o que pode ser visto como canibalismo, na verdade, resulta em uma vantagem competitiva porque representa um adicional de faturamento e de share”, comenta Korber.

Ampliação do sortimento e dos serviços

O modelo nasceu, na empresa, já com uma grande variedade, abrangendo inclusive perecíveis frescos – segmento muito forte nas operações do varejo em geral. Segundo Marcelo Korber, a companhia é pioneira na oferta de serviços no cash & carry, pois ocupa uma lacuna das lojas de varejo nas cidades da região Norte e Nordeste onde está presente. “Conseguimos, com esse modelo, entregar conveniência para os nossos clientes e, consequentemente, induzir fluxo de pessoas físicas para as lojas, o que impacta positivamente o resultado porque temos nesses setores as maiores margens. Por isso, nós não abrimos mão de ter a categoria de perecíveis dentro das nossas lojas de atacarejo. Hoje, indiscutivelmente, temos o maior nível de qualidade de serviços”, afirma.

Atuação Digital

Atualmente o e-commerce representa menos de 1% do faturamento, considerando todas as bandeiras. Mas a ideia é que o digital avance, seguindo a tendência do consumidor. Por isso a companhia tem se planejado para esse crescimento e, segundo Korber, será o player mais preparado do ponto de vista de tecnologia e logística para atender essa demanda.

Futuro do atacarejo

“Vamos lançar um modelo híbrido com custo de operação mais baixo em que unificaremos o varejo tradicional e o atacado”, afirma Marcelo Korber, head de relação com investidores da varejista. Segundo ele, essa estratégia se aplica a cidades que não comportam o faturamento de uma loja de atacarejo robusta, mas que vai gerar volume para diluir despesas e atender tanto o mercado transformador quanto o consumidor final. “Já estamos fazendo testes reais e é assim que vamos caminhar para o futuro”, conta.

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