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quarta-feira, dezembro 1, 2021
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Oposição vê desgaste com PDT após PEC dos Precatórios

Deputados de oposição lamentaram o acordo feito pela bancada do PDT na Câmara para apoiar a PEC dos Precatórios e disseram que o posicionamento fragilizou o combate à proposta, aprovada em primeiro turno com 312 votos a favor da proposta -eram necessários 308 votos para que a PEC recebesse o aval da Casa.

Quinze deputados do PDT votaram favoravelmente à PEC, sob o argumento de terem conseguido negociar prazo menor para o pagamento dos precatórios da educação, de 10 para 3 anos.

Os parlamentares da oposição ponderam, por outro lado, que o apoio do PDT será necessário para tentar derrotar a PEC na votação em segundo turno, marcada para terça-feira (9).

“Fizemos de tudo para que eles [PDT] voltassem ao leito natural que era votar conosco. Mas a bancada preferiu outro caminho. O desgaste é muito grande. Respeito a decisão deles, mas acho que foi uma decisão que enfraqueceu a oposição e podem pagar caro politicamente por isso”, diz José Guimarães (CE), deputado e vice-presidente do PT.

“Queremos dialogar muito com o PDT para que ele componha a oposição. O diálogo está sendo feito com PDT e PSB para que ajudem a derrubar a PEC do Bolsonaro”, afirma Bohn Gass, líder do PT na Câmara.

“Para nós foi uma surpresa, já que o PDT sempre tem posições muito firmes. Fragiliza a oposição, é ruim para a gente. Agora temos que correr atrás do prejuízo para que o PDT reveja sua posição. Temos esperança nisso”, diz Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

Orlando Silva (PCdoB-SP) diz que a postura do PDT faz parte do processo e tem relação com o histórico de próximidade do partido com os professores.

“Na minha opinião, foi um equívoco político. Nós podemos defender o auxílio emergencial, o Auxílio Brasil. Votaríamos a favor de um crédito extraordinário que criasse um fundo que garantisse auxílio para o Brasil. Mas não podemos aceitar que você viole os direitos de pessoas cujas ações transitaram em julgado na Justiça”, diz.

“Do jeito que fizeram, criaram um espaço fiscal de R$ 100 bilhões para jogar a dívida dos outros governos. É como comprar com o cartão de crédito dos outros.”, completa.

Com informações da Folhapress

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