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quarta-feira, dezembro 1, 2021
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Pastor de igreja da Bahia é obrigado a se retratar em culto por usar termo “homossexualismo”

Acusado de homofobia e denunciado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), um pastor da Primeira Igreja Batista de Ipiaú, no sul da Bahia, teve que se retratar publicamente em um culto no último dia 10 de novembro, por ter usado o termo “homossexualismo”.

Em uma pregação em 30 de junho, o pastor Carlos César Januário alertou sua congregação sobre as campanhas do Dia do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho.

“Nós estamos vendo o que está acontecendo com as crianças no mundo. Olha o que essa empresa de sanduíches está fazendo e outras que já fizeram também. A [empresa de cosméticos], que também faz promoção do homossexualismo. É para a gente não comprar mais perfume da Natura”, disse o pastor.

O termo homossexualismo é considerado pejorativo pelos LGBTQIA+ devido ao sufixo “ismo”, por ser associado à doenças.

A denúncia foi feita pelo pelo servidor público federal Mateus Cayres, de 29 anos, que não estava presente no culto, mas afirma ter recebido de um fiel que gravou a mensagem.

A promotora de Justiça Alícia Violeta Botelho determinou através do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que o pastor deveria ler o conteúdo do acordo durante um culto, também transmitido através do YouTube, além de divulgar o conteúdo do termo nas redes sociais da igreja.

Confira o momento da retratação:

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