quinta-feira, janeiro 27, 2022
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Prefeitura de Cairú emite alerta para risco de desmoronamento de falésias

A prefeitura de Cairu, cidade localizada no baixo sul da Bahia distante cerca de 175 km de Salvador, emitiu na quinta-feira (13) um alerta para risco de desmoronamento de falésias em trecho que fica entre Morro de São Paulo e Gamboa, conhecidos destinos turísticos da Ilha de Tinharé que recebem muitas pessoas durante o verão.

Os trechos foram interditados baseados em estudos feitos por um geólogo, que constatou a possibilidade de desmoronamento “por causas naturais”. O alerta feito pela pasta municipal da Sedes (Secretaria de Desenvolvimento Sustentável) surge dias após as fortes chuvas registradas na região.

O local recebeu avisos com placas que indicam perigo pela segunda vez, já que o risco seria existente desde pelo menos o ano passado. Há um ano, o município atendeu notificação da Ação Civil Pública do MPF (Ministério Público Federal) para fazer a mesma sinalização.

“Independente desta ação, já havíamos tomado medidas de segurança em relação ao local, inclusive isolando a área”, explicou em comunicado Ivã Amorim, secretário municipal de desenvolvimento sustentável.

Em outubro de 2021, o Crea-BA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia) também sinalizou o risco de deslizamentos de falésia junto com a divulgação de um relatório técnico feito pela própria prefeitura de Cairu.

Na ocasião, o Crea lembrou que em dezembro de 2020, um desabamento nas falésias da praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, vitimou três pessoas, entre elas uma criança. O órgão ressaltou a importância de que profissionais e sociedade estejam atentos a essas regiões e evitem a proximidade.

Também em dezembro de 2020, a Defesa Civil da Bahia emitiu alerta para risco de deslizamento de falésia em Cairu, após realização de vistoria técnica na zona costeira de Gamboa e Morro de São Paulo. A falésia em questão estava localizada na Praia da Argila.

A cautela ocorre quase uma semana após o deslizamento de rochas com a queda de um paredão nos cânions localizados no Lago de Furnas, em Capitólio (MG). A tragédia provocou a morte de dez pessoas.

Com informações da Folhapress

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