quinta-feira, janeiro 27, 2022
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Prefiro ser alvo dos ataques do Bolsonaro do que ser cúmplice dele, diz Moro

O presidenciável Sergio Moro (Podemos) disse nesta quinta-feira (9), em entrevista à Rádio Tupi, que preferiu ser alvo dos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus apoiadores do que ser “cúmplice” do governo federal ao deixar o cargo de ministro da Justiça, em abril de 2020.

Moro deixou o cargo de ministro da Justiça em 2020 após o presidente decidir exonerar o então diretor-geral da PF (Polícia Federal) Maurício Valeixo, profissional de confiança do ex-juiz. À época, Moro disse que Bolsonaro queria interferir na Polícia Federal. Segundo a colunista do UOL Carla Araújo, Bolsonaro prestou depoimento no início de novembro e negou qualquer interferência no órgão.

O ex-juiz da Operação Lava Jato explicou que percebeu “progressivamente” que o presidente não apoiava suas pautas quando estava no Ministério da Justiça e classificou a atitude de Bolsonaro como uma “sabotagem” ao seu trabalho.

Como exemplo da acusação de “sabotagem”, Moro citou que Bolsonaro sancionou a lei do pacote anticrime em 2019 mesmo após o seu pedido para vetar todo o texto.

Segundo Moro, o texto original da lei -feita pelo ex-juiz- era o ideal, mas as modificações do projeto ao passar na Câmara afetaram demais às medidas previstas “que prejudicavam o combate à corrupção” e, por isso, queria o veto completo do texto, o que não foi concedido pelo mandatário.

Com informações da Folhapress

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