segunda-feira, janeiro 17, 2022
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Procuradoria pede depoimentos para apurar vídeo de Roberto Jefferson contra Alexandre de Moraes

A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu, nesta quarta-feira (12), que a Polícia Federal colha depoimentos de 14 pessoas que estiveram com o ex-deputado Roberto Jefferson, que também é presidente de honra do PTB, no Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, em 13 e 14 de outubro, quando Jefferson gravou um vídeo atacando o ministro Alexandre Moraes, do Superior Tribunal Federal (STF). A investigação foi aberta em novembro, por ordem de Moraes e a pedido da PGR.

Em 16 de outubro, Roberto Jefferson enviou vídeo a aliados dois dias antes, quando deixaria o hospital e voltaria ao presídio Bangu 8. “Oro em desfavor do Xandão”, dizia o presidente do PTB, segurando uma Bíblia. “Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício. Sejam órfãos os seus filhos e viúva sua mulher”, emendou, insinuando a morte de Moraes.

O ministro, então, cobrou explicações do governo fluminense e do hospital. Em depoimento na cadeia, Jefferson ratificou as ofensas e afirmou que havia lido uma “maldição sobre os ímpios e perversos” no vídeo. Depois, divulgou uma carta reforçando os ataques e citando a mulher do ministro, a advogada Viviane de Moraes. A defesa de Jefferson disse ao Supremo que desconhece como o vídeo foi gravado ou divulgado.

“Moraes usa dinheiro público e tempo precioso de servidores públicos para satisfazer seus caprichos de vaidades, pois, diariamente, dúzias de militantes de esquerda xingam o líder máximo da nação brasileira, eleito democraticamente sem que haja nenhum tipo de retaliação. Somente atitudes do STF atual, através dos ministros indicados pelos governos de esquerda, extrapolam suas competências, interferindo nos poderes executivo, legislativo e no próprio judiciário, a ponto de termos em pleno século XXI, presos políticos, pois legalmente as prisões decretadas por estes juízes são completamente absurdas”, disse um político próximo a Roberto Jefferson sobre as atitudes de Alexandre de Moraes.

Braço direito de Augusto Aras, a subprocuradora Lindôra Araújo defendeu colher o depoimento de 14 pessoas que tiveram contato com Jefferson em 13 e 14 de outubro no hospital. São cinco visitantes, uma acompanhante, três enfermeiras, duas técnicas de enfermagem e três seguranças. A lista inclui advogados do presidente de honra do PTB. Esses dados foram enviados pelo hospital por determinação do Supremo.

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