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“Uma inversão de valores, um tapa na cara da sociedade”, diz Capitão Alden sobre caso de policial preso por flagrar roubo no Rio Grande do Norte

O deputado estadual Capitão Alden comentou, nesta quinta-feira (28), a prisão, por três dias, do terceiro sargento da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, identificado como Breno César Rodrigues Souza, por ter prendido um homem em flagrante tentando furtar cabos de telefonia. Nas redes sociais, o parlamentar repudiou a punição e fez duras críticas às corriqueiras decisões políticas que cercam a tropa nos últimos tempos.

A punição, aplicada pelo Comando-Geral da corporação, foi publicada na última segunda-feira (25) no Boletim Geral da Polícia Militar, após a tramitação de um processo administrativo.

“O Comando-Geral resolve punir, disciplinarmente, o terceiro sargento Breno César pelo motivo de que, quando se encontrava de folga, deparou-se com uma situação em que, por sua própria conta em risco, assumindo responsabilidade, resolveu agir, efetuando a detenção de um cidadão que praticava furto de cabos de telefonia. Por ocasião desta ocorrência, o dito cidadão alegou que foi agredido fisicamente, sendo este fato constatado pelo exame de corpo de delito, detectando sinais de lesão corporal de natureza leve”, apontou o Boletim Geral Ostensivo, que gerou a revolta de Capitão Alden.

O parlamentar afirmou que a punição ao sargento é um “verdadeiro absurdo, inacreditável e mostra uma total inversão de valores na sociedade”.

“Isso é o fim do mundo! Quer dizer que o policial militar está errado por ter cumprido com o seu dever? O que o comandante quis dizer quando mencionou que o policial agiu por sua própria conta em risco, assumindo a responsabilidade? Que o policial, diante de um flagrante de um cometimento de crime, deveria ter se omitido? Esse é o recado que a Polícia Militar do Rio Grande do Norte quer passar para os policiais e para todos os cidadãos de bem?”, disse Alden, que acrescentou críticas ao comandante-geral.

“Senhor comandante, o policial militar agiu, sim, por sua conta em risco, mas porque ele é, antes de mais nada, um policial militar, um agente da lei, a serviço da população de bem e de toda população que se respeita e preza pela Polícia Militar. Ele agiu porque fez um compromisso, jurou honrar e servir bem a Polícia Militar e cidadãos do seu Estado, mesmo com risco da própria vida”, completou.

O deputado continuou com críticas ao Boletim. Para Alden, é de se admirar chamar de cidadão uma pessoa que foi flagrada furtando e que comandantes precisam “rezar cartilhas” para se manterem em seus respectivos cargos.  

“Agora muito me admira chamar um vagabundo, um ladrão, de cidadão. Isso é um tapa na cara da sociedade, um tapa na cara de todos os policiais que saem todos os dias de casa e não sabem se voltam vivos. Infelizmente, assim como temos secretários da Segurança Pública, também temos certos comandantes submissos e que rezam a cartilha do pessoal da lacração e dos defensores dos direitos humanos. É triste o que está acontecendo com a nossa sociedade. É triste o que está acontecendo com as forças de segurança. Polícias cada vez mais engessados, algemados, impedidos de fazer cumprir e fazer cumprir a Lei. Sem respaldo e sem apoio necessário para poder trabalhar”, frisou.

Ao final do vídeo, o deputado Capitão Alden, inconformado com a notícia, questionou o significado dos policiais militares para os seus comandos e para o poder público. Ele citou, inclusive, a soltura do ex-presidente Lula (PT) como exemplo de inversão de valores.

“O estado não liga para vocês, não quer que nós, policiais, produzamos. Não é à toa que liberaram e tornaram elegível o maior ladrão e picareta da história do nosso país, que acabaram com a prisão em segunda instância e diariamente tiram o poder da nossa polícia. É método implantar o caos, a desordem e destruir as instituições que verdadeiramente garantem a democracia. Saudades dos velhos tempos em que a Polícia era respeitada e temida. Que Deus proteja os nossos policiais e os brasileiros”, pontuou. 

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